Ela tinha olhos escuros como a noite, cabelos negros, cacheados, caídos sobre os ombros. Um sorriso tão meigo, tão doce. Uma beleza tão simples.
Ela estava no lugar que mais amava, em uma biblioteca, lá era o seu lugar. Lá ela encontrava seus amigos, seus amores.
Seu olhar estava diferente, ele não acompanhava o sorriso que os lábios esboçavam, estava triste, melancólico, como se tivesse saudade de algo que estava tão perto e não pudesse ser tocado.
- Oi, tudo bem? - ela não notou minha presença, ela estava distraída com seu próprio mundo - Isabel? Oi?
- Ahn? Ah, oi Eliza - ela deu um leve sorriso - Desculpe, estava no mundo da lua. Trabalhar em uma biblioteca não é fácil, arrumar livros, ter o controle de tudo...
- É eu sei, mas tenho certeza de que não era nisso que estava pensando.
- Que nada. Era isso sim.
- Ah sério mesmo, Isabel? Te conheço a muito tempo. Tempo suficiente pra saber o que está pensando apenas vendo seus olhos. Não esqueça que sou extremamente observadora.
Sem esboçar reação alguma, lagrimas corriam pelo rosto de Isabel. Ela deu um sorriso como quem diz: "Droga! Não acredito que isso ta acontecendo..."
- É Eliza, tu nao deixa passar nada.
Ela saiu andando por entre os imensos corredores.
- Isabel! Espere! Não quis te magoar. Por favor me diz o que aconteceu. Poxa! Eu não posso fingir que não ligo. Você é minha amiga.
- Não se preocupe, eu sou uma idiota. Esquece isso!
- Eu não vou desistir. Eu nao desisto dos meus amigos. Ou a gente senta e conversa ou vou andar atrás de você o dia todo - olhei o relógio - E são apenas 10:30 am, tenho o dia toodo!
- Tudo bem, eu falo. - disse ela com um olhar triste - mas acredite é idiotice.
- Primeiro conversamos, depois eu decido isso.
- Bom, como eu começo isso... Ahn... Eu me apaixonei por um idiota. Me apaixonei no momento que o vi, me apaixonei por seus olhos, seu sorriso. - ela começou a chorar - Seria capaz de mover o mundo por ele. E ele estava comigo sabe?! Eu acreditei ser de verdade. E um dia... Ele foi embora. Assim, tão fácil. E eu não fui capaz de ir atrás dele. Eu achei que ele voltaria. Eu tento esquecer, tento ter raiva dele, mas eu ainda o amo! Cada vez que o vejo meu coração dói. Eu não consigo esquecer. Já faz semanas isso.
- Isso não é idiotice amiga! Isso é amor. E você vai ter que falar com ele. Mesmo que seja pra dizer adeus!
- Quando? Os amigos dele estão sempre em volta.
- Em algum momento eles não estarão lá, então você fala.
- Mas isso só acontece quando ele pega o ônibus para ir embora.
- Impeça - o de entrar no ônibus então. E terá que fazer isso hoje. Tire esse peso do seu coração. Quero te ver sorrindo novamente.
- Eu vou tentar, prometo. - falou ela quase sorrindo.
- você vai conseguir.
Continua...
Die Niehus.
Nenhum comentário:
Postar um comentário